Mais que a LIDERANÇA, trocamos a INDOLÊNCIA pela VONTADE!

O SPFC venceu mais uma etapa em busca de seu principal objetivo neste início de temporada, a auto-afirmação. É inegável que mais que o título paulista, o SPFC precisa ser novamente respeitado, temido. A fase inicial do Paulistão, não privilegia a liderança, ser primeiro ou oitavo, não existe assim tanta diferença, tendo em vista q a decisão vem dos play-offs. Porém esse ano, essa primeira fase tomou uma proporção muito grande para o Tricolor do Morumbi. Mais que a posição na tabela, o time precisava jogar bem. Independente do adversário, forte ou fraco, o time precisava começar a se conhecer, se encontrar, e ainda eliminar a desconfiança q cerca o técnico, que veio para ser interino e que sobrevive ao cargo jogo a jogo, e a forte reformulação do elenco.

 A conquista da Liderança do Paulista neste domingo, serve para iniciarmos algumas conclusões sobre os jogadores, o técnico e a diretoria. Foram 8 contratações, sendo que duas delas mal estrearam. Fabrício e Douglas chegaram contundidos e ainda não conseguiram sequer se colocarem à disposição da CT. Oswaldo, Maicon e Édson Silva ainda não se firmaram como opções primárias. Piris, cada vez mais nos faz ter saudade do Jean. Como não adianta chorar o leite derramado, resta-nos apreciar o crescimento do Rodrigo Caio, que mesmo fora de posição, mostra muita disposição, responsabilidade e uma vontade descomunal. Apenas Cortez, que jogou todas desde que chegou, não gerou desconfiança alguma. Sabendo que vai evoluir, é uma unanimidade em ser apontado como a maior contratação dos últimos anos. Não dá saudade de ninguém, e está bem coberto pelo Henrique Miranda.

 Paulo Miranda corresponde ao que o Leão idealizou como rebatedor. Porém temos que reconhecer, tem evoluído, e é acima de tudo, um trabalhador. Denílson sofre do mesmo mal de Jadson, a difícil readaptação ao futebol brasileiro. Mal fisicamente ao se apresentar em julho de 2011, Denílson tem se esforçado muito, venceu contusões, porém com todos jogadores a disposição, e principalmente com as sombras de Wellington e Fabrício, deve compor o elenco. Vai ser útil, mas não será titular absoluto. Porém a diretoria precisa renovar seu empréstimo tendo em vista que os concorrentes vem de difíceis contusões. Diferente de Jadson, que chegou trazendo na bagagem muita esperança na condução do meio campo, está sofrendo com o posicionamento que o Leão escolheu para ele. O técnico o quer na meia esquerda, e com a bola dominada avançando em diagonal, municiando ambos lados. Poderia funcionar desde q este estivesse bem fisicamente. O que sabemos não está, e vai demorar a se encaixar.

 Fernandinho e Casemiro são extremamente úteis, quando concentrados em jogar bola. Fernandinho acredita que tem que viver da velocidade, e não que esta deva ser uma ferramenta para a conclusão de sua jogada. Muitas vezes, o que deveria ser uma arma, torna-se um tormento. É uma ótima opção, mas não se pode depender dele, ora pode decidir uma partida, ora pode atrapalhar as investidas do Cortez, ora perde um ataque com o excesso de individualismo. Casemiro é craque, porém instável. Queria acreditar ser um titular absoluto, mas vai viver com sombras e fantasmas rondando sua posição. Se trabalhar sério e alcançar a maturidade, vai muito longe, e o SPFC só tem a ganhar. JJ acertou em segurá-lo, a Europa adora esse tipo de jogador.

 Rhodolfo, q quando chegou, acreditamos ter encontrado um novo Dario Pereyra, oscilou demais com a instabilidade na formação da dupla de zaga. Hoje, contra o Mirassol, mostrou que aparentemente está deixando de lado a soberba, e que fazendo o simples, ele retornará ao posto da mais alta importância na ausência do Ceni e do LF9, o de capitão. William é um excelente centroavante. Técnico, do tipo pivô, que abre espaço para outros atacantes e privilegia muito os meias que se aproximam. Cícero e Jadson crescem com ele, e o Lucas fica mais colocado no lado direito do ataque tornando-se um elemento surpresa. Com William o SPFC fica mais democrático.

 Cícero é a marca do SPFC do Leão. O inseguro e ultrapassado treinador, usa e abusa de alguns jogadores explorando sua capacidade de adaptação. De tudo que o Leão fez no SPFC, Cícero foi sua melhor invenção. Lucas é um atacante moderno e ponto. Chega de achar que pode render na meia direita. É forte, consegue fechar o meio campo, mas é atacante. É ali que passa a ser decisivo, e hoje é o principal jogador dessa geração tricolor. Lucas precisa aprender a crescer, precisa amadurecer mais rápido, quanto maior for sua capacidade de liderança, mais rápido será sua ascenção no futebol mundial.

 Dênis só não está mais embalado por causa da sombra do Ceni. Não fosse pelo peso e responsabilidade da substituição, já estaria mais confiante e confiável. 2012 fez muito bem a ele. Ceni e o Luis Fabiano, precisam se colocar acima de suas contusões. A desconfiança paira a grande carreira dos dois. É certo que o Luís Fabiano inteiro, o tricolor ganha com isso, o Brasil e o Mundo ganham com isso. Foram 6 gols em 2 jogos, independente do adversário, é muita coisa. Diante deste cenário, ainda não dá para confiar plenamente no time, mas já dá mais ânimo torcer. Dá mais vontade ir ao estádio para aplaudir. Já podemos dizer que seguramente trocamos a INDOLÊNCIA pela VONTADE.

 @trihexale.

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